O homem apropria-se das riquezas da terra
Na verdade, há veios de onde se extrai a prata, e lugar onde se refina o ouro.
O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre.
Ele põe fim às trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha, a pedra da escuridão e a da sombra da morte.
Abre um poço de mina longe dos homens, em lugares esquecidos do pé; ficando pendentes longe dos homens, oscilam de um lado para outro.
Da terra procede o pão, mas por baixo é revolvida como por fogo.
As suas pedras são o lugar da safira, e tem pó de ouro.
Essa vereda a ave de rapina a ignora, e não a viram os olhos da gralha.
Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leão passou por ela.
Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes.
Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho vê tudo o que há de precioso.
Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira à luz o que estava escondido.
Porém onde se achará a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?
O homem não conhece o seu valor, e nem ela se acha na terra dos viventes.
O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.
Não se dará por ela ouro fino, nem se pesará prata em troca dela.
Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira.
Com ela não se pode comparar o ouro nem o cristal; nem se trocará por jóia de ouro fino.
Não se fará menção de coral nem de pérolas; porque o valor da sabedoria é melhor que o dos rubis.
Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro.
Donde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?
Pois está encoberta aos olhos de todo o vivente, e oculta às aves do céu.
A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.
Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus.
Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas;
Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;
Então a viu e relatou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.
E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.
Jó 28:1-28
´´Sabereis que estou no meio de Israel e que sou o Senhor, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado.`` (Joel: Capítulo 2 e Versículo 27)
#
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó descreve a sorte dos perversos
E prosseguindo Jó em seu discurso, disse:
Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma.
Que, enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas,
Não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano.
Longe de mim que eu vos justifique; até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade.
A minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprovará o meu coração em toda a minha vida.
Seja como o ímpio o meu inimigo, e como o perverso o que se levantar contra mim.
Porque qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma?
Porventura Deus ouvirá o seu clamor, sobrevindo-lhe a tribulação?
Deleitar-se-á no Todo-Poderoso, ou invocará a Deus em todo o tempo?
Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.
Eis que todos vós já o vistes; por que, pois, vos desvaneceis na vossa vaidade?
Esta, pois, é a porção do homem ímpio da parte de Deus, e a herança, que os tiranos receberão do Todo-Poderoso.
Se os seus filhos se multiplicarem, será para a espada, e a sua prole não se fartará de pão.
Os que ficarem dele na morte serão enterrados, e as suas viúvas não chorarão.
Se amontoar prata como pó, e aparelhar roupas como lodo,
Ele as aparelhará, porém o justo as vestirá, e o inocente repartirá a prata.
E edificará a sua casa como a traça, e como o guarda que faz a cabana.
Rico se deita, e não será recolhido; abre os seus olhos, e nada terá.
Pavores se apoderam dele como águas; de noite o arrebata a tempestade.
O vento oriental leva-o, e ele se vai, e varre-o com ímpeto do seu lugar.
E Deus lançará isto sobre ele, e não lhe poupará; irá fugindo da sua mão.
Cada um baterá palmas contra ele e assobiará tirando-o do seu lugar.
Jó 27:1-23
E prosseguindo Jó em seu discurso, disse:
Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma.
Que, enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas,
Não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano.
Longe de mim que eu vos justifique; até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade.
A minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprovará o meu coração em toda a minha vida.
Seja como o ímpio o meu inimigo, e como o perverso o que se levantar contra mim.
Porque qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma?
Porventura Deus ouvirá o seu clamor, sobrevindo-lhe a tribulação?
Deleitar-se-á no Todo-Poderoso, ou invocará a Deus em todo o tempo?
Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.
Eis que todos vós já o vistes; por que, pois, vos desvaneceis na vossa vaidade?
Esta, pois, é a porção do homem ímpio da parte de Deus, e a herança, que os tiranos receberão do Todo-Poderoso.
Se os seus filhos se multiplicarem, será para a espada, e a sua prole não se fartará de pão.
Os que ficarem dele na morte serão enterrados, e as suas viúvas não chorarão.
Se amontoar prata como pó, e aparelhar roupas como lodo,
Ele as aparelhará, porém o justo as vestirá, e o inocente repartirá a prata.
E edificará a sua casa como a traça, e como o guarda que faz a cabana.
Rico se deita, e não será recolhido; abre os seus olhos, e nada terá.
Pavores se apoderam dele como águas; de noite o arrebata a tempestade.
O vento oriental leva-o, e ele se vai, e varre-o com ímpeto do seu lugar.
E Deus lançará isto sobre ele, e não lhe poupará; irá fugindo da sua mão.
Cada um baterá palmas contra ele e assobiará tirando-o do seu lugar.
Jó 27:1-23
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó afirma a soberania de Deus
Jó, porém, respondeu, dizendo:
Como ajudaste aquele que não tinha força, e sustentaste o braço que não tinha vigor?
Como aconselhaste aquele que não tinha sabedoria, e plenamente fizeste saber a causa, assim como era?
A quem proferiste palavras, e de quem é o espírito que saiu de ti?
Os mortos tremem debaixo das águas, com os seus moradores.
O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição.
O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.
Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas.
Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem.
Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas.
As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.
Com a sua força fende o mar, e com o seu entendimento abate a soberba.
Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça.
Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?
Jó 26:1-14
Jó, porém, respondeu, dizendo:
Como ajudaste aquele que não tinha força, e sustentaste o braço que não tinha vigor?
Como aconselhaste aquele que não tinha sabedoria, e plenamente fizeste saber a causa, assim como era?
A quem proferiste palavras, e de quem é o espírito que saiu de ti?
Os mortos tremem debaixo das águas, com os seus moradores.
O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição.
O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.
Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas.
Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem.
Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas.
As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.
Com a sua força fende o mar, e com o seu entendimento abate a soberba.
Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça.
Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?
Jó 26:1-14
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Bildade nega que o homem possa justificar-se diante de Deus
Então respondeu Bildade, o suíta, e disse:
Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas.
Porventura têm número as suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz?
Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?
Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos.
E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!
Jó 25:1-6
Então respondeu Bildade, o suíta, e disse:
Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas.
Porventura têm número as suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz?
Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?
Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos.
E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!
Jó 25:1-6
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó contesta que os perversos muitas vezes não são castigados
Visto que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não vêem os seus dias?
Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam.
Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva.
Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem.
Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos.
No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio.
Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio.
Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre.
Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas.
Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede.
Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura.
Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas.
De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão.
Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto,
Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz.
Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte.
É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita é a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas.
A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim desfará a sepultura aos que pecaram.
A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança dele; e a iniqüidade se quebrará como uma árvore.
Aflige à estéril que não dá à luz, e à viúva não faz bem.
Até aos poderosos arrasta com a sua força; se ele se levanta, não há vida segura.
Se Deus lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém estão nos caminhos deles.
Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeças das espigas.
Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões?
Jó 24:1-25
Visto que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não vêem os seus dias?
Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam.
Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva.
Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem.
Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos.
No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio.
Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio.
Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre.
Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas.
Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede.
Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura.
Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas.
De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão.
Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto,
Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz.
Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte.
É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita é a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas.
A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim desfará a sepultura aos que pecaram.
A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança dele; e a iniqüidade se quebrará como uma árvore.
Aflige à estéril que não dá à luz, e à viúva não faz bem.
Até aos poderosos arrasta com a sua força; se ele se levanta, não há vida segura.
Se Deus lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém estão nos caminhos deles.
Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeças das espigas.
Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões?
Jó 24:1-25
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó deseja apresentar-se perante Deus
Respondeu, porém, Jó, dizendo:
Ainda hoje a minha queixa está em amargura; a minha mão pesa sobre meu gemido.
Ah, se eu soubesse onde o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal.
Exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos.
Saberia as palavras com que ele me responderia, e entenderia o que me dissesse.
Porventura segundo a grandeza de seu poder contenderia comigo? Não: ele antes me atenderia.
Ali o reto pleitearia com ele, e eu me livraria para sempre do meu Juiz.
Eis que se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo.
Se opera à esquerda, não o vejo; se se encobre à direita, não o diviso.
Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro.
Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele.
Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção.
Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará.
Porque cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo.
Por isso me perturbo perante ele, e quando isto considero, temo-me dele.
Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou.
Porquanto não fui desarraigado por causa das trevas, e nem encobriu o meu rosto com a escuridão.
Jó 23:1-17
Respondeu, porém, Jó, dizendo:
Ainda hoje a minha queixa está em amargura; a minha mão pesa sobre meu gemido.
Ah, se eu soubesse onde o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal.
Exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos.
Saberia as palavras com que ele me responderia, e entenderia o que me dissesse.
Porventura segundo a grandeza de seu poder contenderia comigo? Não: ele antes me atenderia.
Ali o reto pleitearia com ele, e eu me livraria para sempre do meu Juiz.
Eis que se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo.
Se opera à esquerda, não o vejo; se se encobre à direita, não o diviso.
Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro.
Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele.
Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da sua boca guardei mais do que a minha porção.
Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará.
Porque cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo.
Por isso me perturbo perante ele, e quando isto considero, temo-me dele.
Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou.
Porquanto não fui desarraigado por causa das trevas, e nem encobriu o meu rosto com a escuridão.
Jó 23:1-17
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Elifaz acusa a Jó de grandes pecados
Então respondeu Elifaz, o temanita, dizendo:
Porventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente será proveitoso.
Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?
Ou te repreende, pelo temor que tem de ti, ou entra contigo em juízo?
Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades?
Porque sem causa penhoraste a teus irmãos, e aos nus despojaste as vestes.
Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão.
Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela.
As viúvas despediste vazias, e os braços dos órfãos foram quebrados.
Por isso é que estás cercado de laços, e te perturba um pavor repentino,
Ou trevas em que nada vês, e a abundância de águas que te cobre.
Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão.
E dizes: que sabe Deus? Porventura julgará ele através da escuridão?
As nuvens são esconderijo para ele, para que não veja; e passeia pelo circuito dos céus.
Porventura queres guardar a vereda antiga, que pisaram os homens iníquos?
Eles foram arrebatados antes do seu tempo; sobre o seu fundamento um dilúvio se derramou.
Diziam a Deus: Retira-te de nós. E: Que foi que o Todo-Poderoso nos fez?
Contudo ele encheu de bens as suas casas; mas o conselho dos ímpios esteja longe de mim.
Os justos o vêem, e se alegram, e o inocente escarnece deles.
Porquanto o nosso adversário não foi destruído, mas o fogo consumiu o que restou deles.
Apega-te, pois, a ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem.
Aceita, peço-te, a lei da sua boca, e põe as suas palavras no teu coração.
Se te voltares ao Todo-Poderoso, serás edificado; se afastares a iniqüidade da tua tenda,
E deitares o teu tesouro no pó, e o ouro de Ofir nas pedras dos ribeiros,
Então o Todo-Poderoso será o teu tesouro, e a tua prata acumulada.
Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus.
Orarás a ele, e ele te ouvirá, e pagarás os teus votos.
Determinarás tu algum negócio, e ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos.
Quando te abaterem, então tu dirás: Haja exaltação! E Deus salvará ao humilde.
E livrará até ao que não é inocente; porque será libertado pela pureza de tuas mãos.
Jó 22:1-30
Então respondeu Elifaz, o temanita, dizendo:
Porventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente será proveitoso.
Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?
Ou te repreende, pelo temor que tem de ti, ou entra contigo em juízo?
Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades?
Porque sem causa penhoraste a teus irmãos, e aos nus despojaste as vestes.
Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão.
Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela.
As viúvas despediste vazias, e os braços dos órfãos foram quebrados.
Por isso é que estás cercado de laços, e te perturba um pavor repentino,
Ou trevas em que nada vês, e a abundância de águas que te cobre.
Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão.
E dizes: que sabe Deus? Porventura julgará ele através da escuridão?
As nuvens são esconderijo para ele, para que não veja; e passeia pelo circuito dos céus.
Porventura queres guardar a vereda antiga, que pisaram os homens iníquos?
Eles foram arrebatados antes do seu tempo; sobre o seu fundamento um dilúvio se derramou.
Diziam a Deus: Retira-te de nós. E: Que foi que o Todo-Poderoso nos fez?
Contudo ele encheu de bens as suas casas; mas o conselho dos ímpios esteja longe de mim.
Os justos o vêem, e se alegram, e o inocente escarnece deles.
Porquanto o nosso adversário não foi destruído, mas o fogo consumiu o que restou deles.
Apega-te, pois, a ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem.
Aceita, peço-te, a lei da sua boca, e põe as suas palavras no teu coração.
Se te voltares ao Todo-Poderoso, serás edificado; se afastares a iniqüidade da tua tenda,
E deitares o teu tesouro no pó, e o ouro de Ofir nas pedras dos ribeiros,
Então o Todo-Poderoso será o teu tesouro, e a tua prata acumulada.
Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus.
Orarás a ele, e ele te ouvirá, e pagarás os teus votos.
Determinarás tu algum negócio, e ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos.
Quando te abaterem, então tu dirás: Haja exaltação! E Deus salvará ao humilde.
E livrará até ao que não é inocente; porque será libertado pela pureza de tuas mãos.
Jó 22:1-30
domingo, 23 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó descreve a prosperidade dos perversos
Respondeu, porém, Jó, dizendo:
Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?
Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca.
Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.
Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão.
Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça.
Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso.
Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses?
Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?
Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqüilo.
Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios?
Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais,
Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor?
Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis.
Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.
Jó 21:1-34
Respondeu, porém, Jó, dizendo:
Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?
Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca.
Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.
Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão.
Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça.
Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso.
Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses?
Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?
Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranqüilo.
Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios?
Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais,
Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor?
Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis.
Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.
Jó 21:1-34
sábado, 22 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Zofar descreve as calamidades dos perversos
Então respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea?
Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens.
Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais.
Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó.
Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar,
Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará.
Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo.
Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.
Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas.
Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão.
Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.
Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer.
Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.
Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda.
Os céus manifestarão a sua iniqüidade; e a terra se levantará contra ele.
As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão.
Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou.
Jó 20:1-29
Então respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea?
Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens.
Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais.
Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó.
Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar,
Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará.
Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo.
Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.
Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas.
Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão.
Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.
Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer.
Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.
Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda.
Os céus manifestarão a sua iniqüidade; e a terra se levantará contra ele.
As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão.
Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou.
Jó 20:1-29
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó,embora sofrendo,sabe que seu Redentor vive
Respondeu, porém, Jó, dizendo:
Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me.
Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e argüir-me pelo meu opróbrio,
Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça.
O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas.
Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?
Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.
Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.
Jó 19:1-29
Respondeu, porém, Jó, dizendo:
Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me.
Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e argüir-me pelo meu opróbrio,
Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça.
O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas.
Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?
Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.
Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.
Jó 19:1-29
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Bildade descreve a sorte do perverso
Então respondeu Bildade, o suíta, e disse:
Até quando poreis fim às palavras? Considerai bem, e então falaremos.
Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos?
Oh tu, que despedaças a tua alma na tua ira, será a terra deixada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar?
Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a chama do seu fogo não resplandecerá.
A luz se escurecerá nas suas tendas, e a sua lâmpada sobre ele se apagará.
Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derrubará.
Porque por seus próprios pés é lançado na rede, e andará nos fios enredados.
O laço o apanhará pelo calcanhar, e a armadilha o prenderá.
Está escondida debaixo da terra uma corda, e uma armadilha na vereda.
Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo.
Será faminto o seu vigor, e a destruição está pronta ao seu lado.
Serão devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros.
A sua confiança será arrancada da sua tenda, onde está confiado, e isto o fará caminhar para o rei dos terrores.
Morará na sua mesma tenda, o que não lhe pertence; espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação.
Por baixo se secarão as suas raízes e por cima serão cortados os seus ramos.
A sua memória perecerá da terra, e pelas praças não terá nome.
Da luz o lançarão nas trevas, e afugentá-lo-ão do mundo.
Não terá filho nem neto entre o seu povo, e nem quem lhe suceda nas suas moradas.
Do seu dia se espantarão os do ocidente, assim como se espantam os do oriente.
Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o lugar do que não conhece a Deus.
Jó 18:1-21
Então respondeu Bildade, o suíta, e disse:
Até quando poreis fim às palavras? Considerai bem, e então falaremos.
Por que somos tratados como animais, e como imundos aos vossos olhos?
Oh tu, que despedaças a tua alma na tua ira, será a terra deixada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar?
Na verdade, a luz dos ímpios se apagará, e a chama do seu fogo não resplandecerá.
A luz se escurecerá nas suas tendas, e a sua lâmpada sobre ele se apagará.
Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derrubará.
Porque por seus próprios pés é lançado na rede, e andará nos fios enredados.
O laço o apanhará pelo calcanhar, e a armadilha o prenderá.
Está escondida debaixo da terra uma corda, e uma armadilha na vereda.
Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo.
Será faminto o seu vigor, e a destruição está pronta ao seu lado.
Serão devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros.
A sua confiança será arrancada da sua tenda, onde está confiado, e isto o fará caminhar para o rei dos terrores.
Morará na sua mesma tenda, o que não lhe pertence; espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação.
Por baixo se secarão as suas raízes e por cima serão cortados os seus ramos.
A sua memória perecerá da terra, e pelas praças não terá nome.
Da luz o lançarão nas trevas, e afugentá-lo-ão do mundo.
Não terá filho nem neto entre o seu povo, e nem quem lhe suceda nas suas moradas.
Do seu dia se espantarão os do ocidente, assim como se espantam os do oriente.
Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o lugar do que não conhece a Deus.
Jó 18:1-21
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
O dia do nascimento
Jó nada mais espera desta vida
O meu espírito se vai consumindo, os meus dias se vão apagando, e só tenho perante mim a sepultura.
Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocações.
Promete agora, e dá-me um fiador para contigo; quem há que me dê a mão?
Porque aos seus corações encobriste o entendimento, por isso não os exaltarás.
O que denuncia os seus amigos, a fim de serem despojados, também os olhos de seus filhos desfalecerão.
Porém a mim me pôs por um provérbio dos povos, de modo que me tornei uma abominação para eles.
Pelo que já se escureceram de mágoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra.
Os retos pasmarão disto, e o inocente se levantará contra o hipócrita.
E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força.
Mas, na verdade, tornai todos vós e vinde; porque sábio nenhum acharei entre vós.
Os meus dias passaram, e malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
Trocaram a noite em dia; a luz está perto do fim, por causa das trevas.
Se eu esperar, a sepultura será a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama.
Å corrupção clamo: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã.
Onde, pois, estaria agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó teremos descanso.
Jó 17:1-16
O meu espírito se vai consumindo, os meus dias se vão apagando, e só tenho perante mim a sepultura.
Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocações.
Promete agora, e dá-me um fiador para contigo; quem há que me dê a mão?
Porque aos seus corações encobriste o entendimento, por isso não os exaltarás.
O que denuncia os seus amigos, a fim de serem despojados, também os olhos de seus filhos desfalecerão.
Porém a mim me pôs por um provérbio dos povos, de modo que me tornei uma abominação para eles.
Pelo que já se escureceram de mágoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra.
Os retos pasmarão disto, e o inocente se levantará contra o hipócrita.
E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força.
Mas, na verdade, tornai todos vós e vinde; porque sábio nenhum acharei entre vós.
Os meus dias passaram, e malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
Trocaram a noite em dia; a luz está perto do fim, por causa das trevas.
Se eu esperar, a sepultura será a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama.
Å corrupção clamo: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã.
Onde, pois, estaria agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó teremos descanso.
Jó 17:1-16
Assinar:
Postagens (Atom)