Certo dia, o pequeno Henrique, inconformado com a prima, por não estar fazendo os afazeres que a avó pedira, foi reclamar com o seu avô:
- Vovô, a minha avó pediu para que eu e a Alessandra fizéssemos uma série de tarefas, mas eu estou observando-a e até agora ela nada fez.
O avô, com toda a sua paciência e vendo que esse acontecimento poderia ser uma grande chance de ensinar-lhe algo, chamou-o para que se sentasse a seu lado e disse-lhe:
- Henrique, vou contar-lhe uma história e quero que preste muita atenção, pois ela será a resposta para a sua reclamação. A história é sobre um piquenique de uma família de tartarugas.
O jovem, percebendo que a história prometia, sentou-se ao lado do avô e arregalou os grandes olhos azuis para não perder um só detalhe. Vendo que conseguiria fixar a atenção do neto, o avô continuou:
- Como dizia, a família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para se preparar para o passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano de viagem, encontraram um lugar ideal. Durante seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Então, descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Depois de uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar e pegar o sal, pois era a mais rápida delas. A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou. Concordou em ir, mas com uma condição: que ninguém comesse até que ela retornasse. A família consentiu, e a pequena tartaruga saiu. Três anos se passaram, e a pequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo anos de sua ausência, a tartaruga mais velha não agüentava mais conter a sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche. Nessa hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
- Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal.
Henrique riu muito com a história, mas sabia que por trás daquela divertida narrativa algum ensinamento estava por vir. E o avô disse, calmamente:
- Meu neto, descontando os exageros da história, em nossa vida, as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo, que deixamos de fazer nossas próprias coisas, e isso acaba sendo mais prejudicial pra você do que para os outros.
Nesta FSI na Fé de Jacó, muitas pessoas ficam olhando o que os outros vão fazer em vez de fazer o próprio sacrifício. O que o outro vai fazer não lhe interessa! O que interessa é se o seu sacrifício vai agradar à Deus.