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quarta-feira, 27 de março de 2013

Reunião secreta


“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte.” Mateus 17.1
Particular quer dizer que pertence a um só. Que é intimo. Especial.
O que Pedro, Tiago e João tinham de especial para serem levados ao Monte Hermom e verem a glória de Deus transfigurando o Senhor Jesus?
Eram doze discípulos, nove tomaram conhecimento, e apenas três viram essa glória. A nuvem luminosa que os envolveu era o próprio Deus, dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.” Mateus 17.5
Há uma multidão de pessoas que tem tomado conhecimento da Palavra de Deus, e por isso se diz cristã. Porém, desta grande multidão, quantos têm visto esta glória transfigurando sua própria vida?
Uma coisa nós sabemos: “...muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” Mateus 22.14
Não seriam estes poucos escolhidos os que ouvem e obedecem?
A meu ver, seria injusto se os que apenas ouvem e não praticam vissem em suas vidas o mesmo que aqueles que obedecem e sacrificam têm visto.
Eu creio que o Senhor Jesus está nos chamando para o Monte.
Em meio a tantas pessoas, não é um privilégio sermos escolhidos e considerados íntimos, especiais?
Já imaginou a mesma luz que os iluminou, iluminando sua vida? O poder que transfigurou Jesus, transformando toda sua vida, não apenas uma parte dela, mas 100%?
E a única condição para que isso aconteça é a OBEDIÊNCIA, mas é claro que isso exige SACRIFÍCIO.

Pipoca ou piruá?




A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação pela qual devem passar os homens, para que eles venham ser o que devem. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas.
Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem o fogo, o sofrimento diminui. E, com isso, a impossibilidade da grande transformação.
Imagine que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina do que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como outra coisa completamente diferente daquilo que nunca havia sonhado.
Piruá
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito de ser delas.
A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não se transformarão na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás, que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Precisamos decidir o que somos: pipoca ou piruá?
“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios.” Isaías 42.1
Colaborou: Allisson de Oliveira