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| Jejum de Daniel - 20 de Setembro à 11 de Outubro |
Esse Jejum não é novidade. Novidade é a vida que você vai passar a ter após o mesmo. O Espírito fala, mas só alcançam aqueles que dão ouvidos. É verdade que muitos se acovardam, mas há também quem despreze essa chance por vários motivos.
Não há argumentos capazes de desqualificar o Jejum de Daniel. Isso ocorreria se esse Jejum fosse só uma forma de beneficiar a igreja física. Pelo contrário! A igreja física não vai ser alterada. Entretanto, mais importante que isso, a Igreja Espiritual, a Igreja do Senhor Jesus será em muito beneficiada. Haverá progresso e evolução espiritual por parte daqueles que aproveitarem o Jejum para se aproximarem cada vez mais de Deus.
Esse Jejum, repito, não é em vão. Não é para dar nome e reconhecimento à instituição Universal. Esse propósito serve para o crescimento espiritual. É uma forma de, pelo menos em vinte e um dias, se distanciar o máximo possível do mundo para se aproximar cada vez mais do Eterno. Essa é a causa do Jejum. Daniel também tinha uma causa. E não me refiro somente ao Jejum que ele fez na cova dos leões. Ele também recorreu ao Altíssimo para acabar com a aflição do povo de Israel. Está escrito:
"Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza." (Daniel 9.3)
Observe que Daniel não olhou simplesmente para Deus, mas ele voltou o rosto ao Senhor. Quantas não são as vezes que nós olhamos, damos uma piscadinha, batemos um papo breve, encaramos ao Senhor? Mas o Jejum de Daniel não é para ser essa coisa rasa, sem sabor, incolor. O Jejum de Daniel, quando praticado na essência da sua significância, de todo o coração, serve para que nos voltemos para o Soberano.
A finalidade de Daniel ao voltar o seu rosto ao Senhor Deus era de buscá-Lo. Mas não era um simples busca. Ele não se contentou com palavras simples e rotineiras. Ele também O buscou com súplicas, pois, quando há súplica, torna-se claro a necessidade de solução de algo que dói, afligindo a vítima. E com jejum, mostrando que era algo fora do normal a ser resolvido. Também com pano de saco e cinza, representantes da humilhação, esclarecendo-se que ele não era nada, incapaz de resolver essa situação.
Será que a Vida Eterna é algo a ser conquistado simplesmente com orações corriqueiras? Será que a Vida Eterna é algo simples, que não necessita de esforços de quem almeja-lhe? Pois bem, a Palavra de Deus é clara ao explicar a tamanha importância e o preço a ser pago pela Salvação Eterna:
"O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo." (Mateus 13.44)
O que mais chama a atenção é que tamanha é a valiosidade desse tesouro que o homem vende tudo o que tem para comprar aquele terreno transbordante de alegria. Ele não se divide. Ele tem a mais plena e convicta certeza de que tudo o que tinha não compensava a preciosidade daquele tesouro escondido. E assim pensa quem participa do Jejum de Daniel com esse objetivo. Entende que todos os entretenimentos são inúteis diante da Vida Eterna. Ele "vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo", isto é, assume esse compromisso com Deus, se abstém de tudo o que não vai acrescentar em nada na sua vida espiritual e adquire a Salvação Eterna de sua alma.
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