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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Características do Espírito Santo► Parte XIV

"De fato, o que adianta apresentarmos uma fé inabalável, capaz de transportar montanhas, ressuscitar mortos, curar enfermos, expelir demônios, se não conseguimos controlar os impulsos da nossa vontade carnal?"
O Jejum de Daniel está na reta final e ainda há tempo para os sedentos que ainda não tomaram a atitude de cavar o poço para encontrar a Água da Vida. Estes serão cheios do Espírito Santo e alcançarão domínio próprio.

À respeito deste fruto, diz o bispo macedo, no livro O Espírito Santo:

Para se ter uma ideia da grandeza deste qualidade, basta analisar o que o Espírito Santo falou através de Salomão:
"Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade."
Provérbios 16.32
"Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio."
Provérbios 25.28
De fato, o que adianta apresentarmos uma fé inabalável, capaz de transportar montanhas, ressuscitar mortos, curar enfermos, expelir demônios, se não conseguimos controlar os impulsos da nossa vontade carnal?
Porque, na realidade, o seguidor do Senhor Jesus Cristo vive em constante conflito contra as hostes espirituais do mal. A sua luta não é contra a carne ou o sangue, mas: "... contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Efésios 6.12)
O cristão precisa estar com a sua consciência lavada e purificada de todo e qualquer sentimento do mal, a fim de estar apto espiritualmente para lutar e vencer, pela fé no Senhor Jesus.
Se, no entanto, a sua "carne", ou seja, as suas concupiscências, seus desejos carnais são incontroláveis, então, como poderá usar a armadura de Deus para alcançar o sucesso? É aí que se faz necessário o domínio próprio.
A palavra de Deus nos exorta, dizendo:
"... andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer."
Gálatas 5.16-17
Nós, os cristãos, vivemos num mundo profundamente hostil, porque pertencemos ao Reino de Deus e habitamos no reino do diabo. Consequentemente, há uma verdadeira batalha entre aqueles que pertencem à luz e os que são possuídos pelas trevas.
Então, o que tem acontecido? Os não-cristãos, isto é, aqueles que são possuídos pelas trevas e, por isso mesmo, guiados por elas, sempre articulam provocações no intuito de reagirmos segundo a nossa carne, para que eles possam provar a si mesmos e, acima de tudo, a nós que, no fundo, no fundo, somos todos iguais e pertencemos ao mesmo mundo, e que a nossa fé não adianta nada.
Infelizmente, algumas vezes eles têm conseguido sucesso, exatamente porque tem havido por parte de muitos de nós, cristãos, omissão quanto ao domínio próprio. O Senhor Jesus nos adverte que: "... se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamis entrareis no reino dos céus." (Mateus 5.20).
Portanto, é imperiosa a necessidade de manter-se um domínio próprio, mesmo diante de todas as provocações, a fim de que, pela nossa conduta exemplar, as pessoas possam ver o Senhor através de nós. Assim, também evitamos descer no nível daqueles que se encontram nas trevas.
A graça do domínio próprio não é menos importante que as demais, pois ela dá um sentido genuinamente cristão, um autocontrole de si mesmo, ante os impulsos da carne que nos conduz à morte. Todo cristão precisa de uma temperança, de uma autodisciplina para representar o seu Senhor aqui neste mundo:
"por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."
2 Pedro 1.5-11

Encerra-se nesta mensagem o estudo dos frutos do Espírito Santo, mas daremos seguimento todos os sábados, abordando outros aspectos característicos do Espírito do Deus Altíssimo.

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