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| "Aquele sobre o qual o Espírito do Senhor Deus é derramado ama a si mesmo." |
O amor verdadeiro, fruto do Espírito Santo, pode ser dividido, de forma bem superficial, em três partes: o amor-próprio, o amor do homem pelo seu semelhante e o amor a Deus. Estas três divisões são bem rasas, uma vez que o amor é algo muito profundo.
Leia as seguintes palavras do bispo macedo, em seu livro O Espírito Santo:
O amor-próprio - é aquela atenção em demasia da pessoa consigo mesma. Isso é normal, não é condenado nas Escrituras Sagradas, porém deve ser cuidadosamente vigiado, a fim de que não se torne um insuportável egoísmo capaz de destruir a própria pessoa.
Este sentimento é muito comum no mundo, e o diabo sabe muito bem usar a fraqueza humana para levar as pessoas à autodestruição através da adoração de si mesmas. Todos os imperadores do passado tiveram uma vasta experiência de cego amor-próprio, e a Bíblia registra o caso de um deles: Herodes Agripa 1, neto de Heródes Magno, que matou o apóstolo Tiago à espada:
"Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem! No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou."
(Atos 12.21-23)
Lembro-me de uma pessoa famosa no Brasil que mandou fazer um berço de ouro puro para seu filho recém-nascido. Ele morreu pouco tempo depois. É um grande perigo a pessoa nutrir por si mesma um amor incontido e vaidoso, pois certamente este amor a levará cada vez mais a um sentimento egocêntrico, incontrolável e, consequentemente, à morte.
Este amor-próprio é necessário para que haja um acordo entre a pessoa e ela mesma. Não haveria um alto desempenho do servo de Deus, se ele estivesse em baixa consigo mesmo. E, por questão de lógica, não há como amar alguém invisível, se não se ama a si mesmo, que é visível.
Aquele sobre o qual o Espírito do Senhor Deus é derramado ama a si mesmo. Um exemplo claro é o zelo que tem com o seu corpo, uma vez que o mesmo é morada do Espírito Santo. O amor próprio é a essência da vida plena. É tão importante quanto a água. Sendo assim, se não há amor-próprio, não é possível amar de Deus, nem tampouco ser cheio do Espírito Dele, o Espírito do Amor.
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