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| "O amor dirigido no sentido horizontal é a resposta direta de uma vida relacionada com o Espírito Santo, haja vista que Ele é quem nos condiciona a essa atitude." |
O bispo Macedo, em seu livro O Espírito Santo, aborda o seguinte item, acerca do AMOR, fruto do Espírito Santo:
O amor do homem pelo seu semelhante - este é o segundo grande mandamento da Lei de Deus e que faz parte do cristão, a ponto de muitas vezes perder a sua própria vida em favor do seu semelhante, como fez o Senhor Jesus.
O amor dirigido no sentido horizontal é a resposta direta de uma vida relacionada com o Espírito Santo, haja vista que Ele é quem nos condiciona a essa atitude. Aliás, essa é a vocação da Igreja Universal do Reino de Deus, pois ela se propõe a dar ao mundo a maior expressão de amor que é a vida abundante, por intermédio da fé no Senhor Jesus Cristo, pela propagação do Evangelho vivo.
Quando amamos o nosso semelhante, esquecemos de nós mesmos, porque amar é dar e isso valoriza a nossa estada aqui na Terra. Quando agimos dessa forma, estamos glorificando a Deus e procedendo de acordo com o caráter divino. Podemos reconhecer isso nas palavras de Jesus: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (João 13.35).
Podemos entender claramente o Seu objetivo para a Humanidade. Além do mais, quando procedemos assim, evitamos os conflitos que cerceam a Humanidade constantemente e que provocam inúmeros males. Ou seja, se amamos o nosso semelhante, estamos indiretamente amando a nós mesmos, pois fazemos o nosso mundo particular ficar cheio de paz. Amarmos uns aos outros é mais uma questão de inteligência que propriamente uma obrigação espiritual; os benefícios são maiores para quem ama que para quem é amado, porque "... Mais bem-aventurado é dar que receber." (Atos 20.35).
É bom que se diga que este tipo de amor não é semelhante ao amor entre um homem e uma mulher. Embora este seja absolutamente normal, tem sido muito confundido com o amor proveniente do Espírito Santo. Quando o amor entre duas pessoas está fundamentado no contexto do amor ao próximo, isto é, do segundo grande mandamento, então é puro, verdadeiro e proveniente de Deus. Este tipo de amor está direcionado em mão única: há respeito e consideração com a pessoa amada e ela sempre é vista com bons olhos, por isso seus defeitos não aparecem, tornando-se virtudes para aquele que ama.
Um bom exemplo disso é o amor dos pais pelos filhos: por mais errados que sejam, perante os olhos dos pais são perfeitos. Entretanto, quando o amor entre duas pessoas é repleto de ciúmes e expectativa em ser amado pelo outro, então esse amor está em mão dupla, sendo dirigido num sentido e aguardando ansiosamente o retorno. Portanto, não é proveniente de Deus; é humano, carnal e egoísta.
Na realidade, essa é apenas mais uma expressão fervorosa de egocentrismo, tal qual uma paixão desenfreada. Esse tipo de sentimento é o que leva as pessoas a nutrirem ciúmes doentios, assim como também à infidelidade conjugal, haja vista que agindo dessa forma ambos se decepcionam, porque a base desse amor é puramente egoísta. Cedo, cedo, após terem satisfeito os desejos da carne, eles começam a descobrir os defeitos do parceiro e o final do "amor" logo surge.
Quando o Espírito Santo nos adverte para que venhamos a contrair matrimônio com alguém da mesma fé, é exatamente com o intuito de impedir que sejamos levados pala ventania de amor impróprio, irreal e irregular que tanto impera neste mundo diabólico. O diabo sabe muito bem usar as pessoas ignorantes de Deus, que se afogam no mar das paixões carnais e febris, razão pela qual este mundo se encontra num caos total, onde o puro amor está cada vez mais escasso e frio, conforme o Senhor Jesus profetizou.
O verdadeiro cristão deve ter absoluto cuidado para não se deixar levar pelas armadilhas demoníacas, pois, se os seus sentimentos caírem nos tufões deste mundo, é possível que a fé cristã venha desfalecer também. E não são poucas as pessoas que perderam o cuidado com a fé devido às decepções amorosas.
Depois ainda têm a petulância de dizer que Deus não as protegeu. Na realidade, quando elas deveriam observar a Palavra de Deus, deram um "jeitinho" de contorná-la, dizendo que o parceiro ou a parceira acabaria por se converter. Um dia, porém, elas é que se desconverteram, devido à assistência total das trevas em suas vidas. O Senhor afirma com absoluta clareza, para que ninguém tenha qualquer dúvida:
"Não vos ponhais em julgo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?"
(2 Coríntios 6.14-15)
O amor que devemos nutrir por aquele que é cético deve ter um sentido exclusivamente espiritual, ou seja, o desejo sincero de fazê-lo encontrar-se consigo mesmo e, Cristo, como Salvador pessoal.
Esta extensa mensagem do bispo não requer de mim quaisquer coisas a serem acrescentadas, uma vez que aborda o assunto de forma bem geral.
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